Lá na tribo

– Mamãe, pega meus lápis pra mim pintar, por favor?
– “Mim” não pega nada, porque “mim” não ser índio. Você por acaso é índio para falar assim?
– Não sou, mas queria ser, pra falar do jeito que eu quisesse.

(Lara, 5 anos)

 
 

Percepção

Minha irmãzinha reparou que eu não estava muito bem, me perguntou o que eu tinha e eu respondi:
– Nada, não. Eu vou ficar bem.
– O engraçado dos adultos é que eles choram por dentro e não por fora, né?!

(Jhennifer, 9 anos)

 
 

Moeda

Minha irmã e minha avó estavam brincando de mercadinho.
– Quanto está custando esse abacaxi, moça?
– Três reais.
– Mas isso é muito caro! Não tenho todo esse dinheiro.
– Não tem problema. Pode pagar com um abraço também!

(Eloá, 8 anos)

 

Quer pagar quanto?

Vicenzo e Melissa estavam brincando no iPad em pleno domingo de sol. O avô percebeu e comentou:
– Dou cinco reais para quem for brincar lá no quintal.
E o Vicenzo respondeu:
– Vô, eu não aceito suborno!
(Vincenzo, 6 anos)

 
 

Logística

Eu estava carregando uma caixa de um móvel novo. Minha filha encostou o rosto e quase beijou a caixa suja. Não aguentei e falei:
– Não encoste na caixa suja que você não sabe nem de onde veio.
– Estava no caminhão, mamãe.
– E antes de estar no caminhão, você sabe onde estava?
– Na China, mamãe!

(Elisa, 7 anos)

 

Profissão

Em uma conversa com meu priminho, perguntei:
– O que você quer ser quando crescer?
– Médico.
– Que lindo! Você quer salvar a vida das pessoas?
– Médico… e não super-herói!

(João Paulo, 6 anos)

 
 

Dieta

– Isa, quer batata doce?
– Não, mamãe.
– Mas batata doce é saudável. Deveria comer. A mamãe comeu muito quando estava grávida de você.
– Mas eu não estou grávida, mamãe!

(Isadora, 7 anos)