DEIXA QUIETO

– Pai, será que eu posso dormir dois dias na casa do Pedro?
– Acho que sim, filha. Vamos ver com a tia.
– Eu queria ir hoje porque é sexta-feira.
– Tá. Então vamos falar com a mamãe porque ela é que tem o telefone.
– Mas, é que pai… sabe, a mamãe não é muito boa em deixar eu fazer essas coisas.

(Cecília, 7 anos)

É MOLE?

Meu irmão ama imitar as propagandas da TV. Outro dia, depois de assistir ao comercial de uma clínica para homens, ele soltou:
– Tem problemas de eleição ou pra controlar a tosse?*

(*problemas de ereção ou ejaculação precoce?)

(Arthur, 4 anos)

SÓ O PÓ

Hoje abracei Joaquim e disse:
– Queria ficar agarrada com você pra sempre!
– Pra sempre não dá, mãe. A gente nasce, cresce, fica velho, tem verruga e morre!

(Joaquim, 5 anos)

FARAÓNDE?

– Filho, quando eu era da sua idade, não existia muita coisa que tem hoje. Não tinha celular e nem telefone na casa de mamãe…
– Sua casa era no Egito?

(Vinicius, 5 anos)

EVA UMA VEZ

– Mãe, quero ganhar um celular da maçã mordida.

(João Pedro, 6 anos)

ABRAÇOS NOS SEUS BRAÇOS

Íris estava no sofá e eu a abracei e beijei muito. Ela ria bastante. Quando acabei, ela suspirou e me disse sorrindo:
– Ai, ai, mamãe… o amor faz cócegas.

(Íris, 4 anos)

PASSA A RÉGUA

– Mãe, ir para a escola deveria ser igual ter um trabalho.
– Por quê? – imaginando que a resposta dele seria sobre receber um salário.
– Pra poder pedir demissão!

(Raul, 6 anos)

CINTA LIGA

– Mamãe, o papai também é médico, igual você?
– Não, filho, ele é advogado.
– Mas, o que um advogado faz?
– Ele cuida da justiça.
– Da liga? Da Liga da Justiça?!

(Tomaz, 3 anos)

DE NADA A DECLARAR

– Ah, filha, você é um amor! Nem sei como te agradecer.
– É fácil, eu ensino: você diz “obrigado” e eu respondo “de nada”.

(Nina, 2 anos)

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Estávamos brincando de fazer caretas. A Cecília fazia e eu imitava. Em certo momento, encantada com as carinhas dela, eu disse:
– Filhinha, você não consegue ficar feia!
– Você consegue, mamãe!

(Cecília, 3 anos)