Estava assistindo o vídeo da Festa Junina da escola e comentei:
– Nossa, é a Xuxa que está cantando?
– Não, mãe, é aquela caixa preta ali.
(Rafael, 4 anos)
As pérolas das nossas pérolas
Estava assistindo o vídeo da Festa Junina da escola e comentei:
– Nossa, é a Xuxa que está cantando?
– Não, mãe, é aquela caixa preta ali.
(Rafael, 4 anos)
Caê estava tentando guardar um objeto no bolso da bermuda. Perguntei:
– Você não conseguiu?
– Não cabeu – ele disse.
– Não é “não cabeu”, é não coube.
– Mãe, não é coube, é couve!
(Caê, 3 anos)
Na sala de aula, falávamos sobre o tema família, quando fui interrompida pela Rafa:
– Professora, por que minha mãe chama a minha vó de mãe se o nome dela é vó?
(Rafaela, 5 anos)
A professora na aula online ensinando sobre a metamorfose da borboleta:
– Os ovos viram lagarta e a lagarta vira…
E o Heitor, empolgado:
– Vulva!
Eu escutei e corri para corrigir:
– Não, Heitor! É pupa.
– Ah, eu me confundi…
(Heitor, 4 anos)
Kauê estava concentrado no vídeo-game. Eu me aproximei e dei vários beijos nele e o abracei. Ele falou:
– Tia Flávia, olha o que você fez! Me perturbou e eu perdi o jogo.
– Ô, Kauê, eu te perturbei? Me desculpe.
– Perturbou… Mas com carinho.
(Kauê, 4 anos)
Rafael estava triste e comentou:
– Ninguém quer brincar comigo!
Mateus respondeu:
– Brinca com o seu amigo invisível!
– Mas eu não tenho amigo invisível…
– Então brinca com o meu!
(Mateus, 6 anos e Rafael, 4)
Estávamos indo para escola quando Enzo começou a me contar de uma coleguinha. De repente, ele disse:
– Mãe, ela é muito doce, tipo chicletes de melancia, que fica grudado na boca.
– Qual o problema, filho? Ela só é carinhosa.
– O problema, mãe, é que eu gosto de chicletes de hortelã.
(Enzo, 7 anos)
Fiz ovo mexido para o Rafa e ele queria omelete:
– Filho, eu fiz com muito carinho. Você come assim mesmo?
Ele concordou, colocou uma colherada na boca e comentou:
– Papai, eu não gostei. Você precisa fazer com muito, muito, muito mais carinho pra ficar gostoso!
(Rafael, 3 anos)
Quando vem na minha casa, minha priminha sempre me chama para brincar com ela. Ultimamente, como estou estudando para os vestibulares, não tenho conseguido dar tanta atenção para ela. Hoje, quando veio aqui, ela disse:
– Por que você estuda tanto se já aprendeu a escrever com a letra juntinha?
(Liz, 4 anos)
Mateus fazendo sua oração antes de dormir:
– Obrigado, Papai do Céu, porque hoje foi um dia muito legal. E faça com que meu cérebro sonhe com Cheetos. Amém!
(Mateus, 6 anos)