Hora de nanar

Era noite, todos cansados, a família toda deitada na cama de casal, as luzes apagadas e uma fresta da janela aberta mostrava o céu escuro com as poucas estrelas que a cidade grande permite ver. A Nina, como sempre, estava deitada no “meínho” (como gosta de dizer) e, contrariando o desejo dos pais, teimava em não dormir. Depois da bronca derradeira, ela silenciou por um instante e tentou o último diálogo:

– Mamãe?
– O que é, Nina?
– Tá esculo?
– Tá…
– Tá noite?
– Tá…
– O céu já tá dumindo?!

Quem resiste?

(Nina, 2 anos)

Fimose

A mãe recebeu o diagnóstico do médico e foi conversar com o filho:

– Então filho, você vai precisar ir pro hospital e fazer uma cirurgiazinha de fimose.
– Fimose? O que que é isso, mãe?
– Isso que dizer que o seu pipi vai ficar igual ao do papai…
– Gigante!?!

(Pedro, 4 anos)

Tem coisas que só mãe entende (2)

Fomos ao mercado comprar algumas coisas e quando passamos pelos salgadinhos, eu disse:

– Caíque, qual desses você quer?
– Quéio o cagadinho velelo*.

Tecla SAP: “quero o salgadinho vermelho”

(Caíque, 3 anos)

Enviado por Daiane Cristina

Muito macho

“Nããão, pai! Eu não sou feminina, sou feminino!”

(Pedro, 7 anos)

Orações (4)

“Querido Jesus, a girafa você queria assim mesmo ou foi um acidente?”

(Dante Mendonça)

Fonte: Corriere della Sera.

Dicionário do Humor Infantil (A a C)

ADULTO – É uma pessoa que sabe tudo, mas quando não sabe diz logo: “veja na enciclopédia”.
ALEGRIA – É um palhacinho no coração da gente.
AMAR – É pensar no outro, mesmo quando a gente nem tá pensando.
BOCA – É a garagem da língua.
BONITA – “Se eu sou bonita ou inteligente? Se eu sou bonita, você vê na cara. E se eu sou inteligente, nem respondo a uma pergunta boba dessas”.
CABELO – É uma coisa que serve pra gente não ficar careca.
CALCANHAR – É o queixo do pé.
CHOCOLATE – É uma coisa que a gente nunca oferece aos amigos porque eles aceitam.
COBRA – É um bicho que só tem rabo.
CRIANÇA – Ser criança é não estragar a vida.

Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki (ilustração de Mariana Massarani).