SÓ O PÓ

Hoje abracei Joaquim e disse:
– Queria ficar agarrada com você pra sempre!
– Pra sempre não dá, mãe. A gente nasce, cresce, fica velho, tem verruga e morre!

(Joaquim, 5 anos)

FARAÓNDE?

– Filho, quando eu era da sua idade, não existia muita coisa que tem hoje. Não tinha celular e nem telefone na casa de mamãe…
– Sua casa era no Egito?

(Vinicius, 5 anos)

EVA UMA VEZ

– Mãe, quero ganhar um celular da maçã mordida.

(João Pedro, 6 anos)

ABRAÇOS NOS SEUS BRAÇOS

Íris estava no sofá e eu a abracei e beijei muito. Ela ria bastante. Quando acabei, ela suspirou e me disse sorrindo:
– Ai, ai, mamãe… o amor faz cócegas.

(Íris, 4 anos)

PASSA A RÉGUA

– Mãe, ir para a escola deveria ser igual ter um trabalho.
– Por quê? – imaginando que a resposta dele seria sobre receber um salário.
– Pra poder pedir demissão!

(Raul, 6 anos)

CINTA LIGA

– Mamãe, o papai também é médico, igual você?
– Não, filho, ele é advogado.
– Mas, o que um advogado faz?
– Ele cuida da justiça.
– Da liga? Da Liga da Justiça?!

(Tomaz, 3 anos)

DE NADA A DECLARAR

– Ah, filha, você é um amor! Nem sei como te agradecer.
– É fácil, eu ensino: você diz “obrigado” e eu respondo “de nada”.

(Nina, 2 anos)

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Estávamos brincando de fazer caretas. A Cecília fazia e eu imitava. Em certo momento, encantada com as carinhas dela, eu disse:
– Filhinha, você não consegue ficar feia!
– Você consegue, mamãe!

(Cecília, 3 anos)

SEM TEMPO IRMÃO

Meu terceiro filho, Gustavo, havia acabado de nascer. Com duas semanas em casa, meu filho do meio chegou em mim uma hora para conversar sobre o irmão:
– Mãe, posso te perguntar uma coisa?
– Claro, Gui.
– Mãe, o Gu é legal e tudo mais… mas quando é que ele vai embora?

(Guilherme, 4 anos)

TÁ AMARRADO!

Estava tudo em silêncio em casa, quando de repente escutei:
– “Escravos de Jó, jogavam Satanás…”

(Alice, 2 anos)