Hora de nanar
Era noite, todos cansados, a família toda deitada na cama de casal, as luzes apagadas e uma fresta da janela aberta mostrava o céu escuro com as poucas estrelas que a cidade grande permite ver. A Nina, como sempre, estava deitada no “meínho” (como gosta de dizer) e, contrariando o desejo dos pais, teimava em não dormir. Depois da bronca derradeira, ela silenciou por um instante e tentou o último diálogo:
- Mamãe?
- O que é, Nina?
- Tá esculo?
- Tá…
- Tá noite?
- Tá…
- O céu já tá dumindo?!
Quem resiste?
