CONTRA OLFATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
A mãe da Beatriz e eu temos uma amizade de longa data, então ela e o irmão cresceram me chamando de tia. Certo dia, ela estava em casa e enquanto nos arrumávamos para sair, ela viu meu perfume e pediu para usar:
- Tia, posso usar seu perfume?
- Claro, Bia, vou passar um pouco em você - e borrifei no pescoço dela - agora sinta o cheiro.
Ela parou por um momento e ficou me olhando, então perguntei:
- Tem cheiro de quê?
Fez uma pausa e respondeu:
- Tem cheiro de família.
