Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Eu estava chegando com a milha filha na escolha, guiando ela pela cadeira de rodas, quando um colega se aproximou e me perguntou:

- Uau! Como couberam ela e a cadeira na sua barriga?

Na hora do recreio, eu estava colocando suco na sonda de um aluno que se alimenta por gastrostomia. Um colega de outra turma reparou de longe e disse:

- Que legal! Ele vem com uma máquina de suco junto!

Três amigos estavam brincando no intervalo da aula quando um deles, na cadeira de rodas, começou a babar. Isis, uma amiga mais velha, correu para enxugar, parecendo constrangida, quando a Catarina disse:

- Acontece! Eu tô acostumada, meu avô também faz desse jeito.

Quando a última aula terminou, o José estava com seu amiguinho Edson, que é cego, numa conversa animada. De repente, José arrematou:

- Já entendi, Edson. Você enxerga com as mãos. Já eu como com a barriga.

Um grupo de amigos da escola estava conversando e a Alice chegou em sua cadeira de rodas. Um dos meninos, mais novo, perguntou:

- Ué, ela não anda?

E o amigo Henrique respondeu:

- Anda, sim. E tem rodas. Vai muito mais rápido que a gente.

A família estava no consultório médico: mãe, pai e os dois filhos, um deles com deficiência. O médico, se referindo à criança com deficiência, disse para a mãe:

- Pena que acontece isso, né?

E o irmão, que estava distraído fazendo palavras cruzadas, replicou:

- De não acertar a palavra, né, doutor?

(André, 5 anos)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *