Eu disse Ă minha sobrinha:
- Gi, quem mora no JapĂŁo Ă© japonĂȘs e quem mora no Brasil Ă©...
- Ă "nĂłis".
Categoria: đ Comida
Certo dia, estava no supermercado com minha filha e passando pela sessĂŁo de massas, ela olhou um pacote de macarrĂŁo parafuso, aponâŠ
Eu tava "dengando" minha irmĂŁ, falando coisas pra ela completar:
- A menina mais linda Ă© a Ana...
- LuĂsa!
- Que Ă© maravi...
- lhoâŠ
- Papai, nĂŁo vou comer carne.
Meu marido que ama carne falou:
- Mas Helena, carne Ă© bom.
- Mas eu gosto mais da vaca.
Eu e meu grupo da faculdade fomos fazer um trabalho de campo sobre alimentação infantil e para isso visitamos uma creche. ConversâŠ
ProcurĂĄvamos um restaurante para almoçar, quando sugeri:- Vamos nesse aqui, mesmo.- ManĂș, esse Ă© muito bom, mas Ă© um pouco "salgadâŠ
EstĂĄvamos nos preparando para ir Ă praia e o JoĂŁo Arthur queria uma roupa de banho que nĂŁo cabia mais nele. Extremamente irritado,âŠ
Somos nordestinos e minha filha Ă© fĂŁ de cuscuz. Se fosse por ela, sĂł comeria isso todos os dias. Hoje, o irmĂŁo perguntou:
- TetĂȘ, âŠ
Aurora adora os animais. Tanto insistiu que conseguiu que eu arrumasse uma cachorrinha para ela. Percebi que tudo que comia ela ofâŠ
A minha irmĂŁ vira para o meu sobrinho e fala:
- Vitor, nĂŁo pode roer a unha. EstĂĄ cheio de bicho morto debaixo dela e eles vĂŁo comâŠ
Ao assistir um comercial de uma dessas bonecas caras, Luisa chamou o avĂŽ e disse:
- VĂŽ, eu quero essa boneca, mas nĂŁo precisa compâŠ
- MĂŁe, vou pegar uma colher para mim comer o sorvete.
- NĂŁo Ă© "mim", filha, Ă© "eu". Para eu comer o sorvete.
Ela olhou, pensou porâŠ
- Bia, leve esse remĂ©dio para o seu pai lĂĄ no quarto? Mas nĂŁo vai comer, hein?! Se vocĂȘ comer vocĂȘ vai morrer!
- Mas, mĂŁe...
- LevâŠ
Um dia, meu sobrinho conversava com seus pais tentando entender o porquĂȘ de alguĂ©m que nĂŁo precisa mais estudar, optar por continuâŠ
- Carlos, tu nĂŁo gosta de leite de vaca?
- NĂŁĂŁĂŁo. Eu sĂł tomo leite de caixinha.
- Mãe, alguém jå viveu mais de 100 anos?
- Sim, vĂĄrias pessoas.
- E mais de mil anos?
- NĂŁo.
- Nem Deus?
- Bom, nem todos acreditaâŠ
Enquanto eu amamentava minha filha recém nascida, escorreu um pouco de leite branquinho e o meu mais velho perguntou:
 - NĂŁo tem NâŠ
A Luiza atendeu uma ligação:
- Oi, LĂș. Seu pai tĂĄ aĂ?
- NĂŁo. Ele foi levar a Dori no veterinĂĄrio.
- UĂ©, mas o seu pai nĂŁo Ă© veteriâŠ
Estava fazendo o jantar, quando chega a Maria Eduarda:
- MamĂŁe, posso te ajudar a fazer a comida?
- Pode, filha. Pegue uma colher âŠ
- MamĂŁe, se o papai plantou uma sementinha em vocĂȘ, por que eu nĂŁo sou uma fruta?
- Pai, vocĂȘ sabia que no bolo de laranja coloca-se suco de laranja em vez de leite?
- NĂŁo, filho. Eu nĂŁo entendo nada de culinĂĄriaâŠ
Eduardo foi a uma festinha de aniversĂĄrio no paintball. Na volta perguntei:
- Como foi a festa, Edu?
- Teve lanche, coxinha, bolo,âŠ
- Mamãe, estou com fome e quero tudo. Menos carapaça.
- "Carapaça", Juju?
- Ă. Esse verdinho que tem sobre o salmĂŁo.
- Ah, as alcaâŠ
Rodrigo tomando café com leite e eu falo:
- Filho, vocĂȘ estĂĄ com bigode.
- Ă, mĂŁe, tĂĄ crescendo.
Passeando por Ilha Grande, aquela praia linda com um braço de rio, eis que o Natan diz:Â
- MĂŁe, primeiro vou mergulhar na ĂĄgua salâŠ
- Mãe meu olho estå coçando. Acho que eu estou com "congengivite".- Hum... E qual o remédio que tem prå isso?
- Sorvete.
Enquanto eu preparava o jantar, escutei a Nina cantando Toquinho:
"Sou eu que vou seguir vocĂȘ. Por todos os caminhos. AtĂ© o CearĂĄ.âŠ
Mais uma da série de comerciais bonitinhos :)
Fui Ă feira com minha filha e perguntei ao feirante:
- Moço, quanto custa a caixa de fruta do conde?
- Quinze reais.
Minha filha oâŠ
Chego em casa, encontro meus filhos e pergunto para o menor:
- E aĂ, filho, deu certo o jantar?
- Deu, mĂŁe. Estava uma delĂcia.
- âŠ
Em seu aniversårio de 3 anos, após o parabéns, a mãe perguntou:
- Theo, pra quem vocĂȘ vai dar o primeiro pedaço de bolo?
- NĂŁo seâŠ
Elisa nĂŁo queria comer cenoura, entĂŁo a FefĂȘ disse:
- Elisa, sabia que a carrot faz vocĂȘ pretty?
E a Elisa respondeu:
- Ela nĂŁo Ă© âŠ
- MĂŁe, vocĂȘ gosta de bolacha recheada. Por que vocĂȘ nĂŁo come?
- Porque jĂĄ estĂĄ acabando e sĂł vamos ao mercado no meio da semana. DâŠ
- Mel, vamos comer milho verde?
- NĂŁo, tia. Minha, mĂŁe nĂŁo deixa.
- Por que nĂŁo?
- Porque ela sĂł deixa eu comer milho maduro.
Minha filha tinha acabado de almoçar e perguntei qual fruta ela queria de sobremesa e ela respondeu:
- Morango com açĂșcar, mĂŁe.
- âŠ
- VĂł, o que Ă© esse pretinho na comida?
- Tempero querida, chama-se orégano.
- Vó, o orégano do meu prato mexeu as asas.
Rodrigo estava tomando leite e me olhava fixamente. EntĂŁo eu perguntei:
- TĂĄ me namorando?
- NĂŁo. Eu namoro a Charlie.
- Quem Ă© a âŠ
- Papai, eu nĂŁo vou mais usar chupeta e nem tomar leite na mamadeira. Eu jĂĄ nĂŁo sou mais bebĂȘ.
- LuĂsa, meus parabĂ©ns! Isso Ă© muitâŠ
Um dia, durante o jantar, a Arianne pergunta:
- MamĂŁe, eu nasci em SĂŁo Paulo, nĂŁo Ă©?
- Sim, vocĂȘ nasceu.
- MĂŁe, tĂŽ achando que eu âŠ
- Nossa Rute, a nossa mãe come até o pé do frango.
- Hunf! Ela come até a mão.
 (Rute e Regina 6 e 5 anos)
- Como foi a festinha, Guga?
- Ah mĂŁe, foi boa. Mas coitado do Pedro.
- Por quĂȘ?
- Porque ele tem aquela doença que nĂŁo pode comeâŠ
Lauren termina de jantar e imediatamente me pede um biscoito.
- Lauren, dĂȘ um tempo para o seu cĂ©rebro assimilar a comida. Em 5 miâŠ
- MĂŁe, agora na escola eles ficam tocando mĂșsica de comercial na hora da entrada.
- Como assim, filha? Que comercial?
- Aquele do âŠ
A famĂlia toda sentada Ă mesa para o almoço e o vovĂŽ reclamava que seu dedo estava doendo porque a aliança estava apertada. Todos âŠ
AladĂȘ acordou de madrugada dizendo que estava com fome.
Perguntei o que ele queria comer e ele respondeu:
- Qualquer fruta, menos âŠ
Durante o jantar, o papai fala para a mamĂŁe:
 - Hummm, esse macarrão estå animal.
Eis que a Bia o repreende:
 - Papai, nĂŁo pode faâŠ
Coloquei o leite para ferver mas nĂŁo vi que subiu e estava derramando. Meu filho, desesperado, saiu gritando:Â
- O leite tĂĄ fugindâŠ
- Sele, vocĂȘ quer comer pipoca com a mamĂŁe e o tio Bruno?
- Quero sim, tio. Mas faz sem milho, tĂĄ?
A Bruna estava quietinha no sofå, esperando o almoço e não brincava com as outras crianças. Fui até ela e disse:
- Bruninha, vai bâŠ
- Pai, por favor, vamos na pizzaria!
- Hoje nĂŁo, filha. EstĂĄ um trĂąnsito danado.
- Ah, pai, por favor, vai?
- NĂŁo, Nina, jĂĄ falei,âŠ
As crianças na escola em que trabalho levam o tablet para brincar depois do almoço. Eu peguei um emprestado e estava bem concentraâŠ
- MamĂŁe, vou comer biscoito de maionese...
- Maizena, filha.
No almoço, o Rafa estava enrolando pra comer. Então eu disse:
- Vai, Rafinha, detona esse brĂłcolis!
De boca cheia e com cara de deâŠ
HĂĄ uma tradição religiosa de que o "PĂŁo do Divino" - que se ganha na Festa do Divino - deve ser guardado com os mantimentos, para âŠ
- Isabela, quer comer um milho verde cozido?
- NĂŁo, vovĂł. Pode ser milho amarelo mesmo!
NĂŁo Ă© mera coincidĂȘncia ;)
Comercial da rede sueca IKEA.
- A mĂŁe nĂŁo falou que a gente nĂŁo deve aceitar coisas de estranhos?
- Sim, Dudu.
- Mas e o leite?
- O que tem o leite?
- VocĂȘ conhâŠ
AniversĂĄrio da Nicolly, hora de cortar o bolo:
- Filha, de quem vai ser o primeiro pedaço?
- Meu.
Insisti para ela oferecer o primâŠ
O Henrique sempre bebe um copo de leite antes de dormir, mas certa noite ele insistiu para tomar mais cedo:
- MamĂŁe, eu quero tetĂȘâŠ
â Rafa, queres bolo?â Quero. Com leite cru, por favor.
Enviado pela Daise Ribeiro Carpes
